{RES4} 3* dia (co)laboratório de roteiro com Renato Eugênio

3º. Dia

 

·        OS VETORES DA HISTÓRIA

- Curva dramática; Gancho de Curiosidade

“Quando falamos na curva dramática de um filme, temos em foco, em primeiro lugar, as perguntas mais gerais. O caráter dramático dessa curva pode ter intensidades muito diferentes. Pode ser intensamente dramático, uma luta bem definida e incessante, como por exemplo, em Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia (Hector Babenco, 1977) – filme policial no qual o protagonista está acossado , da primeira à última cena, sem descanso nem quando dorme, literalmente.” – Manuel, O primo pobre dos manuais de cinema e tv; Leandro Saraiva e Newton Cannito


- Escaleta

“A cena é a unidade básica do drama: aquele movimento do mundo ficcional, com unidade espacial e temporal, no qual os personagens se encontram cara a cara. Já uma escaleta é uma lista completa das cenas de um roteiro.” – Manuel, O primo pobre dos manuais de cinema e tv; Leandro Saraiva e Newton Cannito

 

- Sequência (Unidade da sequência, Proposta da sequência)

“É uma unidade narrativa mais ampla, que reúne um grupo de cenas que perfaz uma ação completa (por exemplo, a sequência de um assalto a banco, composta pelas cenas de planejamento da ação, de ida ao banco, do assalto propriamente dito e da fuga). As sequências são como capítulos de um livro ou atos de uma peça. Indica-las e dar-lhes um título facilita a visualização dos movimentos mais amplos da narrativa. A escaleta é um instrumento de visualização do roteiro em seu conjunto, uma espécie de plano de voo detalhado, cena a cena.” – Manuel, O primo pobre dos manuais de cinema e tv; Leandro Saraiva e Newton Cannito


REFERÊNCIA

- Goodfellas

(42:12)

A sequência de Henry espancando o vizinho de Karen com o cabo de um revolver, acaba com Henry entregando a arma para Karen guardar. Karen pega a arma e guarda dentro de uma caixa de metal com uma garrafa de vidro dentro. A sequência a seguir, começa com uma mão enrolando uma taça em um pano. As sequências foram criadas de forma que o fim de uma encaixe no início de outra. A mão fechando a caixa se assemelha com a mão que embrulha a taça.

 

(1:10:18)

A sequência da crise do casal é sobreposta a próxima sequência de Henry jogando com os amigos. O grito que ecoa na cena da briga já é da sequência do jogo.

 

- Plots (Ponto de Partida, Ponto de Identificação e Comentário, Ponto Sem Retorno, Clímax)

Os roteiristas americanos definem plot como uma linha de desenvolvimento de uma situação dramática.”Manuel, O primo pobre dos manuais de cinema e tv; Leandro Saraiva e Newton Cannito

 

·        REPETIÇÕES E OBJETO DE DESEJO

 

- REPETIÇÕES

“As repetições são poderosas aliadas do roteirista. O objetivo do trabalho da escrita do roteiro é dar forma visível a uma percepção sobre algum aspecto da vida (tornar visível o que anteviu). Dizemos que uma coisa tem forma quando fica nítida alguma relação entre seus elementos constitutivos. Pegamos uma pedra no rio e dizemos que ela é disforme se não percebemos nenhuma relação entre seus contornos ou variações de cor. Mas, se a pedra for uma perfeita elipse ou formar um dégradé de tons, ela nos interessará. Nossa sensibilidade e inteligência serão estimuladas pelas relações entre os elementos que a compõem. Funcionamos, assim, buscando PADRÕES de REPETIÇÃO E VARIAÇÃO.” – Manuel, O primo pobre dos manuais de cinema e tv; Leandro Saraiva e Newton Cannito

 

    - OBJETO DE DESEJO

    Os objetos em si mesmos, são desimportantes. Mas ele encarna o desejo, concentra as motivações. Ajuda a sustentar o suspense e reúne em torno de si as relações dos personagens, fornecendo, assim, uma base para que as relações dramáticas possam desenvolver.” – Manuel, O primo pobre dos manuais de cinema e tv; Leandro Saraiva e Newton Cannito

     PERSONAGEM

- Conheça seu personagem

O personagem é o fundamento essencial de seu roteiro. É o coração, alma e sistema nervoso de sua história. Antes de colocar uma palavra no papel, você tem que conhecer o seu personagem. Sobre quem é sua história? Onde ele nasceu? Quem são seus pais? Quais são suas relações internas que o exterioriza para o mundo?

 

- Ação é personagem

    Se você conhece o seu personagem, seus diálogos devem fluir facilmente no desdobramento de sua história. Mas muita gente se preocupa com o seu diálogo; que ele pode ser forçado e formal. E provavelmente é. E daí? Escrever diálogos é um processo de aprendizado, um ato de coordenação. TORNA-SE MAIS FÁCIL QUANTO MAIS EXERCITADO.”– Manual do Roteiro, Syd Field

 

- Função do dialogo

“O diálogo é relacionado com a necessidade do seu personagem, suas esperanças e sonhos. O diálogo tem que comunicar informação ou os fatos da sua história para o público. Tem que mover a história para adiante. Tem que revelar a o personagem. O diálogo deve revelar conflitos entre e dentro dos personagens. O diálogo emana do personagem. CONHEÇA O SEU PERSONAGEM!”Manual do Roteiro, Syd Field

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